


Anexo Quadro
(Entre 2000 e 2009 foram recolhidos 162,000 litros de lixo)
No presente ano de 2009, o Núcleo de Espeleologia da Costa Azul realizou até ao mês de Novembro 23 actividades de recolha de lixo no litoral Sesimbrense. Estas actividades estão inseridas no protocolo de cooperação que a associação mantém com a Câmara Municipal de Sesimbra já á algum tempo.As actividades têm como objectivo recolher e transportar os diversos tipos de lixo, que consistem essencialmente em derivados de plástico, latas, restos de aparelhos de pesca, vestuário e calçado, embalagens, esferovite, vidros, etc. , em zonas em que o acesso é difícil. Para alem da recolha, este ano foi possível começar a reciclar o lixo, com sacos de cores diferentes, o que é vantajoso, pois maior parte da poluição que vem dar á costa é reciclável.Assim, este ano o total de lixo recolhido foi 21200 litros, que comparativamente com anos anteriores, foi inferior. Estes valores não são de estranhar, pois, apesar de a equipa ter efectuado um menor numero de actividades, o lixo nas praias decresceu significativamente, como é exemplo a praia da Baleeira ou da Tranca, talvez devido a um decréscimo da Pesca em Sesimbra. Por outro lado, as pilhas recolhidas também diminuíram, contabilizando 190 pilhas no total.A nível ambiental, é fundamental que os níveis de poluição do Litoral continuem a baixar, pois os estragos que são feitos na natureza são difíceis de reverter, e num mundo em que cada vez se respeita menos o meio ambiente, estas pequenas acções podem fazer alguma diferença.





Disponível!
Em Prole do trabalho realizado no ano de 2008 pelo NECA, a Assembleia Municipal agraciou este com o prémio Espichel 2009. “Para a atribuição deste prémio, procurou-se distinguir instituições ou pessoas que se tenham destacado nas suas actividades e consequentemente tenham levado o nome da vila de Sesimbra “além fronteiras”.
Encontrar lixo ao longo do litoral é cada vez mais frequente, e apesar das campanhas de limpeza serem realizadas anualmente (desde 2000), a acumulação de lixo é uma constante. Para tentar minimizar este problema, o NECA realizou em 2008, 41 actividades de limpeza, entre a praia da Foz e o Calhau dos alhos. Foram recolhidos 306 sacos de lixo (30.600 litros), numero superior a qualquer um dos anos anteriores. Para se aceder a estas zonas de difícil acesso, foi imprescindível utilizar uma embarcação. O lixo recolhido consistiu, em derivados de plástico, artigos de pesca, garrafas, fracos, pilhas, latas, vestuário, calçado, embalagens de produtos inflamáveis (gás, sprays, etc.), e de muitos mais tipos de poluentes que, infelizmente, se continua a encontrar nestas áreas naturais. Tudo isto, devido á “inconsciência e falta de consideração” que o Homem de hoje tem pela natureza. Para além, dos objectos e das pilhas usadas que são deixados para trás, em algumas situações, também são deixados a apodrecer o “engodo” utilizado na pesca, os restos de comidas e bebidas, que apesar de serem biodegradáveis, emanam um cheiro insuportável. Durante os percursos de barco, foram recolhidos dezenas de sacos de plástico, latas e outros tipos de materiais. Uma parte deste lixo é proveniente do porto de abrigo, a outra advém dos próprios barcos de pesca e de recreio, que não têm qualquer problema em usar o mar como “caixote do lixo”, como já se teve oportunidade de observar diversas vezes.


A equipa de investigação do Núcleo de Espeleologia da Costa Azul, contando com a colaboração de investigadores de universidades nacionais e mesmo de Espanha, Dinamarca, França e Estados Unidos da América, continua a olhar para os pequenos seres que se escondem nas grutas do concelho de Sesimbra. Depois de novas aranhas e miriápodes, desta vez foram descobertas novas espécies para Portugal de insectos e pseudoescorpiões.
A primeira novidade trata-se de um insecto Dipluro. Estes insectos primitivos sem asas distinguem-se de todos os outros pelo facto de terem duas caudas, o que lhes confere um ar muito particular. No caso da nova espécie descoberta, da família Japygidae, estas caudas têm a forma de pinça, à semelhança das bichas-cadela (não sendo no entanto aparentados com estas). Alberto Sendra, investigador do Museu de História Natural de Valência (Espanha) encontra-se neste momento a estudar a espécie.
A segunda novidade trata-se na verdade de duas. Duas novas espécies de pseudoescorpiões. “Sorprendente descubrimiento!” foi como Juan Zaragoza, investigador da Universidade de Alicante (Espanha), classificou estas descobertas. Estes aracnídeos, parecidos com escorpiões devido às pinças, não têm cauda ou aguilhão e em geral não ultrapassam os 5 milímetros de comprimento. Uma das espécies poderá mesmo ser nova para a ciência e apenas é conhecida a nível mundial da Gruta do Fumo.
Esta cavidade junta assim a importância a nível arqueológico ao reconhecimento internacional pelas surpreendentes descobertas a nível biológico. As novas espécies descobertas despertaram inclusivamente o interesse muito recente de investigadores da Smithsonian Institution, considerado o maior museu do mundo, sedeado em Washington D.C. Estes investigadores estão neste momento a estudar as estruturas internas da já noticiada Anapistula sp., uma das mais pequenas aranhas a nível mundial, descoberta também na Gruta do Fumo, além das Grutas da Utopia e do Coelho, todas no Sistema do Frade.

















