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terça-feira, fevereiro 03, 2009

Neca participa no Plano Nacional de Monitorização dos Morcegos























As grutas na serra da Arrábida têm vindo a despertar cada vez mais a atenção de todo nós, não só pela sua beleza mas também pela sua biodiversidade. A Ausência de luz e a as elevadas percentagens de humidade fazem das grutas ambientes inóspitos para a maioria dos seres vivos, no entanto, os morcegos encontram nelas o local ideal para colonizar.
Desta forma, o NECA, em apoio espeleologico á bióloga do ICN, Luísa Rodrigues, tem vindo a realizar várias actividades ao longo dos últimos 13 anos, entre as grutas dos Morcegos (criação), Grande Falha (transição/hibernação) e Zambujal (hibernação), no sentido de fazer um controlo monitorizado da população de morcegos da Arrábida. Esta monitorização consiste em capturar temporariamente uma pequena amostra da população, onde são recolhidos e registados vários dados essenciais para uma melhor percepção do estado de equilíbrio da colónia.
Das 13 espécies de morcegos identificadas na zona da Arrábida, uma é o morcego-de-peluche (miniopterus schreibersii), que se estima ter uma população estável entre os 2 e os 6 mil indivíduos. Ao contrario deste, o morcego-rato-grande (myotis myotis), tem-se verificado com menos frequência nesta região. Infelizmente, as perturbações causadas pelo homem têm provocado consequências que contribuem para uma maior vulnerabilidade ou até mesmo perigo de extinção destes mamíferos.
É preciso que haja uma sensibilização acrescida quando se visita os abrigos destes seres, para não interferir com o seu habitat, ainda mais quando estes desempenham um papel tão essencial para o funcionamento do ecossistema. Sendo um animal que consome metade do seu peso em insectos por dia (o que dá um total de milhares de toneladas anualmente), os morcegos são fundamentais para prevenir um aumento das pragas insectívoras, e consequentemente, as doenças por elas trazidas.

Texto: Rui Carvalho
Fotografia: Francisco Rasteiro